VEJA 3 FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A ALOPECIA ANDROGENÉTICA EM MULHERES JOVENS

Por que tratamentos para reverter a perda de cabelos estão cada vez mais comuns? A alopecia androgenética pode ser desencadeada por situações que podem ser evitadas, confira

Pode ser que já tenha acontecido com você, ou com alguém que você conhece. De repente, os fios de cabelo na escova, pente ou nas mãos começam a aumentar, a queda de cabelos começa a ser preocupante e alguns espaços na cabeça, sem cabelos, sinalizam um problema: a alopecia androgenética. É algo relativamente comum entre os homens mais atingidos por esse tipo de alopecias, mas que começa a atingir com mais frequência as mulheres. Porém, o crescente número de casos onde a redução de densidade capilar, consequentemente, a perda de fios em mulheres vem chamando atenção, o que coloca luz sobre fatores comuns nos dias atuais e que merecem ser acompanhados com cautela para que ocorrências dessa condição sejam, cada vez mais, exceções.

Segundo o médico e tricologista Ademir Leite Junior, a alopecia androgenética em mulheres jovens como a cantora Maraísa, que revelou recentemente sofrer desta condição, ainda surpreende, embora esteja entre os que mais crescem em suas pesquisas e atendimentos em consultório. Em mais de vinte anos estudando e escrevendo sobre tricologia, o profissional reuniu alguns fatores para ficar de olho e combater para evitar esse tipo de queda:

Estilo de vida - Há dados interessantes em pesquisas sobre a incidência crescente da alopecia androgenética em mulheres. Nas últimas décadas hábitos nocivos como sedentarismo e má alimentação, entre outros, têm impactado o estilo de vida de mulheres e homens. No público feminino, problemas como síndrome dos ovários policísticos, que apresenta sintomas múltiplos, desencadeia desequilíbrios na saúde capilar, por exemplo, mas isso não ignora que as adolescentes e mulheres recém-chegadas a fase adulta possam passar por esse problema se tiverem em estado de estresse constante, dormindo e se alimentando mal.
Situações crônicas - Existem situações crônicas que são subestimadas nos cuidados com a queda capilar como baixo estoque de ferro no sangue (ferritina baixa), baixa concentração sérica de vitamina D, deficiência de zinco, dietas pobres em proteínas, determinados tipos de contraceptivos ou implantes hormonais que podem interferir no trabalho dos folículos pilosos e, consequentemente, promover queda de cabelos.
Ansiedade - Considerando o impacto que o diagnóstico de alopecia causa, não posso deixar de ressaltar como não tratar a ansiedade pode interferir não só na queda, mas no andamento do tratamento da alopecia androgenética. Por outro lado, a paciente que se compromete com o tratamento e começa a perceber a melhora do quadro capilar reduz a ansiedade, estados depressivos e até comportamentos neuróticos que os pacientes desenvolvem quando sofrem com a queda capilar, sendo essas conclusões muito mais constatações que observo em minha prática clínica do que informações oferecidas pelo estudo em questão.